JABO - Ano XXII - Número 94 - Maço/abril - 2005
 
 

PERFIL

Dr. Manoel Elísio Feijão Jr.

 
 
 
 

Cuidando da saúde bucal e espriritual
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Antonela Tescarollo
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Além da Odontologia, o cirurgião bucomaxilofacial Manoel Elísio Feijão Júnior dedica-se com paixão a outra atividade: a música. Ele toca gaita, violão e pandeiro, canta e compõe. Há cerca de seis anos. Dr. Feijão conseguiu inserir seus conhecimentos e práticas musicais em seu trabalho na área da saúde, para proporcionar melhor bem-estar ao paciente.

Durante seus plantões no Hospital Walfredo Gurgel, em Natal (RN), em que atendia pacientes internados em decorrência de doenças graves, como o câncer e fortes traumatismos, Feijão percebeu que essas pessoas viviam em um profundo estado de tristeza e desânimo, especialmente as crianças e os idosos. Notou também que essas condições de humor, adravada em muitos casos pela solidão, prejudicava o tratamento e a recuperação do paciente.

Diante disso, um dia Feijão levou seus instrumentos musicais para o hospital e, após o fim do plantão, pegou seu violão, sentou-se junto aos pacientes com doenças terminais e começou a tocar e cantar músicas populares tradicionais e evangélicas.

Segundo o próprio CD, os rostos dos doentes se iluminaram e uma nova fonte de energia, vinda da solidariedade humana, invadiu os corpos fragilizados. “Nunca mais deixei de levar aos pacientes mais necessitados aqueles momentos musicais. Vejo que eles representam verdadeiros afagos espirituais que, por um instante, podem substituir o gemido da dor pelo sorriso estampado no rosto pálido e a desesperança, pelo brilho no olhar.” Com a experiência do trabalho que vem realizando há pouco mais de seis anos, Feijão diz ter aprendido a ver o amor “como o maior antibiótico do mundo”.

Em breve, a atuação de feijão nos hospitais em que leva a musicaterapia, estará ducumentada. O CD lança o livro A Cura pelo Amor, em agosto, no qual conta as experiências vividas através de seu trabalho.

Talento

O cirurgião-dentista nutre tamanha paixão pela música que não a cultiva somente como hobby, mas como profissão também. De 1993 a 2000 tocou pelas noites da cidade de Natal, acompanhando compositores, intérpretes e músicos como Pedrinho Mendes, Lucinha Lyra, Roberto do Acordeom, Uirandé e Marcos Suzano, e participou de vários projetos musicais na cidade. Em 2000, excurcionou com o grupo Oficina Potiguar Choro & Companhia pela França e Portugal.

Feijão também participou da gravação dos CDs de artistas como Regina Justa Feijão, sua mãe, Galvão Filho, Márcio Ramalho, dentre outros, revezando nas funções de direção musical, músico e compositor.

Dentre os instrumentos musicais que toca, Feijão tem apreço especial pelo pandeiro, o qual domina com muita maestria. Sua paixão e habilidade até rendeu livro de sua autoria. Editada em 2002, a obra foi intitulada O ABC do Pandeiro e, segundo Feijão, é o primeiro método de ensino na área lançado no Brasil. O livro pode ser solicitado no site: http://www.drfeijaonopandeiro.med.br .

Nesse mesmo endereço, Feijão também desponibiliza instruções, passo-a-passo com fotos, de como se tocar o pandeiro, desde a forma correta de segurá-lo até as batidas específicas de diversos ritmos e sons. Para completar o estudo do instrumento, também está disponível a história do pandeiro – que surgiu no formato quadrado, na Fenícia e foi aperfeiçoado ao longo do tempo.

Artes marciais

E as habilidades extra-curriculares do CD não param por aí, ele estuda e pratica o nunchaku há 30 anos, uma arma milenar, originada na China do século X, utilizada no kung fu e constituída de dois bastões de madeira unidos por uma corrente. Os golpes do nunchaku podem atingir uma velocidade de 200 km/h e força de até 1 tonelada. No site http://www.drfeijaonunchaku.med.br , feijão explica o instrumento em suas partes e funções e exibe golpes por fotos.

Segundo ele, a prática com os instrumentos musicais e com o nunchaku ainda proporcionou uma melhora em suas habilidades manuais e conseqüntemente, em seu desempenho como cirurgião-dentista.